quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ecossistemas sociais e espaço escolar
Uma sociedade é composta por ecossistemas diversos que se reúnem para tratar de um determinado ou vários assuntos. Como exemplo cito o ecossistema de poetas que discutem textos literários, de professores que discutem sobre as metodologias de ensino, de políticos que conversam sobre as estratégias para vencer eleições, etc. Na escola, geralmente, os ecossistemas só se reúnem para tratar de educação, porém, ainda existe uma certa resistência de muitos que fazem a escola em atravessar os muros da escola e envolver-se em outros ecossistemas sociais. A escola ainda é entendida, infelizmente, como uma reprodutora de conhecimento. Ela ainda não acordou para o fato de que seu aluno, quando transpassa os muros da instituição está em contato com outras formas de organização. Por isso que há tanta divergência de opiniões nas reuniões escolares, e o pior, não se consegue chegar a um consenso. Alguns acham que trabalhar a interdisciplinaridade pode favorecer um bom conhecimento, outros já pensam o contrário e preferem fazer educação de forma isolada, levando todo seu esforço ao fracasso. Embora seja discurso vigente nos PPPs e PDEs da vida o fato de que a comunidade deve está inserida nas discussões e problemas da escola, na maioria das vezes isso não passa de discurso. Já presenciei momentos aqui em minha cidade em que escolas participaram ao vivo de programas de emissoras de rádio local, levando para a comunidade o conhecimento das atividades que acontecem no ambiente escolar. No meu entender, os ecossistemas que povoam os arredores da escola estão aberto, precisando apenas que esta se mobilize para utilizá-los de forma efetiva, com objetivo de promover uma aprendizagem mais interativa.
CORTINA QUE CEGA A CIDADANIA - IMUNIDADE PARLAMENTAR
Quando mais se diz perto da civilização, mais os homens mostram seu lado irracional perante a inveja e a ganância de ter tudo a seus pés. Os governos cegam-nos com os pós de cortinas-patranha às mais mirabolantes. Na população, há vidas que são acondicionadas na mais pura inércia, alimentadas com as humilhantes cestas básicas e bolsas governamentais que corrói suas mentes. Num total abandono, as pessoas ficam a um canto e, quando necessárias, iscas as fisgam para que possam perpetuar a marcha da corrupção. Tais engodos consistem tem favores imediatos, falsas promessas que se apresentam como redentoras dos sofrimentos aos que se aglomeram nas favelas miseráveis do mundo. Suas palmas ante um palanque trazem de volta à eficácia de “povo-cidadão”.
Assim, sem nos apercebermos, somos cobaias das armadilhas dos sonhos que tecemos, com as interpretações que nos são impostas, ardilmente, preparada pelo poder da alma negra que impede nossa existência de forma mais humana – a politicagem. O pano do palco quando cai é somente para nos cegar, visto que as cenas impróprias à nossa pobre condição de povo continuam nos bastidores. Os salvadores da pátria (políticos), embora muito prometam, não pretendem construir no povo um inimigo valorizado, humanizado, através de uma educação e saúde de qualidade, e as verbas para tais ações são desviadas para manobras eleitoreiras, enquanto nossos representantes se escondem “inocentes” por trás da cortina da imunidade parlamentar. Esta é a estratégia comum para justificar a crueldade com que se enfrentam na guerra pelo poder, na medida em que os meninos são apresentados ao narcotráfico e suas mães os enterram perante a cortina da tristeza, como vítimas inocentes de algo que lhes escapa à vontade de escolha.
Os que estão no poder pelo sufrágio público, não devem dedicar-se às violações graves dos direitos humanos, principalmente à vida, detenções arbitrárias, lavagem de dinheiro com as drogas, extermínios patrocinados, compra de votos, também não devem ter o direito de refugiar-se atrás da cortina da imunidade: imunidade não significa impunidade.
Gilnei Nepomuceno
Morada Nova-CE, 12/05/2007.
Assim, sem nos apercebermos, somos cobaias das armadilhas dos sonhos que tecemos, com as interpretações que nos são impostas, ardilmente, preparada pelo poder da alma negra que impede nossa existência de forma mais humana – a politicagem. O pano do palco quando cai é somente para nos cegar, visto que as cenas impróprias à nossa pobre condição de povo continuam nos bastidores. Os salvadores da pátria (políticos), embora muito prometam, não pretendem construir no povo um inimigo valorizado, humanizado, através de uma educação e saúde de qualidade, e as verbas para tais ações são desviadas para manobras eleitoreiras, enquanto nossos representantes se escondem “inocentes” por trás da cortina da imunidade parlamentar. Esta é a estratégia comum para justificar a crueldade com que se enfrentam na guerra pelo poder, na medida em que os meninos são apresentados ao narcotráfico e suas mães os enterram perante a cortina da tristeza, como vítimas inocentes de algo que lhes escapa à vontade de escolha.
Os que estão no poder pelo sufrágio público, não devem dedicar-se às violações graves dos direitos humanos, principalmente à vida, detenções arbitrárias, lavagem de dinheiro com as drogas, extermínios patrocinados, compra de votos, também não devem ter o direito de refugiar-se atrás da cortina da imunidade: imunidade não significa impunidade.
Gilnei Nepomuceno
Morada Nova-CE, 12/05/2007.
SANTIDADE DO AMOR E PROFANAÇÃO DO SEXO
Eu não aceito me interessar pela santidade do amor sem uma análise mais profunda nos olhos do sexo. É evidente que, aos olhos de Deus, e segundo seus escritos, o amor é pureza e o sexo profanação da carne, fornicação da matéria. Contradição? Crescei e multiplicai pela terra. Assim se expressou Ele ao criar o homem e a mulher. Crescei no amor e multiplicai no sexo, assim pensou adão ao “trepar” na macieira ante os olhos lânguidos de Eva. Desobedientes, descobriram o sexo, embora o anjo Gabriel, cumprindo ordens do céu, tenha-os expulsados do paraíso. Felizmente, antes de saírem, tiveram a inteligência de trazer em suas bagagens sementes do amor. Graças a esse gesto, nunca mais as portas do paraíso se fecharam. Semearam e multiplicaram frutos da videira em todos os recantos do mundo, obedientes às ordens recebidas do Alto. Não há amor que resista a uma cama frígida, sem o entrelaçar de pernas. Não há mulher que ame, eternamente, um homem sem varão. Na há homem que ame, loucamente, uma mulher sem uma flor que se abra exalando perfumes de prosperidade. A santidade do amor reinará, profana ao sexo, enquanto houver bocas quentes e corpos suados deliciando-se com maçãs.
Gilnei Neves Nepomuceno
Morada Nova-CE, 05 de abril de 2007.
Gilnei Neves Nepomuceno
Morada Nova-CE, 05 de abril de 2007.
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